quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Onde nascer faz muita diferença.... Ainda!

 
#Cidadania:


Onde nascer faz muita diferença.... Ainda!
                                             

São duas meninas: Maria Luíza e Aurora. Ambas filhas de brasileiros, e as semelhanças terminam aqui.

Aurora está para nascer a qualquer momento em Reyjavik, na Islândia, avisa sua mãe orgulhosa, no blog do Noblat. A garotinha poderá decidir pela cidadania ao fazer 18 anos, mas até lá ela e sua mãe terão acesso aos mesmos benefícios que o país reserva para as islandesas grávidas, parturientes e mães, que não são poucos. Lá cuidam bem delas.

O pré-natal é gratuito e oferecido a todas as residentes – desde que estejam legais há mais de seis meses –, supervisionado por parteiras e com todos os exames e consultas médicas necessários a cada caso. Aurora poderá nascer em casa ou no hospital, vai depender da escolha de seus pais, e após seu nascimento uma parteira irá visitá-la durante 10 dias, para ajudar na adaptação da nova família.

Seus pais terão três meses de licença parental para ficar com Aurora – cada um – e após esse tempo mais três, a serem divididos entre os dois como acharem melhor, recebendo 80% do salário do governo. Essa licença pode ser tirada a qualquer momento dos primeiros 18 meses da vida da criança, sem a preocupação de perder o emprego por isso. A pequena chegará ao mundo cercada de amor e de pais serenos, livres de preocupações materiais extremas, livres para se dedicar inteiramente ao momento mais importante da vida: receber um filho muito aguardado.
 
                                    


Maria Luíza nasceu em Brasília, em 2016. Sua mãe, Lucivane, é babá e como Beatriz fez o pré-natal pelo serviço de saúde pública do país em que mora, no caso dela o Brasil. Orientada pelo médico que fez seu parto, levou toda a documentação recebida do hospital ao INSS em fevereiro, para requerer licença-maternidade, e saiu de lá com uma senha de atendimento para junho. E soube que só então poderia dar entrada no pedido. A essa altura sua bebê já tinha seis meses, e ela ainda não havia recebido um centavo do que tinha direito.

Ninguém a procurou em casa após o parto, para saber se mãe e filha estavam se adaptando bem, ou lhe ofereceu a possibilidade de tirar mais meses de licença, ganhando 80% do salário. Maria Luíza ainda teve sorte, a patroa de sua mãe continuou pagando seu salário – e contribuindo com o INSS – para que as duas não ficassem desamparadas. Ficou combinado que Lucivane devolveria o recebido, quando o INSS pagasse.

Jamais pagou. Em junho de 2016, Lucivane teve seu pedido de licença maternidade indeferido. O instituto entendeu que por haver recebido durante os meses após o parto, a mãe de Maria Luíza teria trabalhado, não tendo, portanto, direito ao benefício. De nada adiantou o depoimento de sua empregadora, ou os comprovantes que mostram que ela está em dia com suas obrigações, ou as passagens que comprovam que viajou para o Nordeste, para apresentar sua filha aos pais. A notícia é antiga, pode ser que hoje, agosto de 2017, Lucivane tenha conseguido receber o que lhe é devido. O que busco mostrar aqui é a disparidade de tratamento entre duas mães, em consequência do país em que moram. Não deveria ser assim.

                                       
Em termos de captação de impostos, praticamente inexiste diferença entre Islândia e Brasil. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), divulgado em abril passado, a Islândia é o 13º país no ranking mundial de países com carga tributária mais alta (35,5%), nós somos o 14º, com uma carga de 35,04% em relação ao PIB. O problema está no retorno que o Brasil dá a quem paga tanto.

Arrecadamos como os países nórdicos e entregamos serviços dignos das mais pobres nações africanas. Aceitamos sustentar uma elite de privilegiados, enquanto o “andar de baixo” vive em condições subumanas e a classe média desaparece sem mugir. Nada vai mudar enquanto nós não mudarmos, e aceitarmos que nada nos será concedido sem esforço, seja de que ideologia for o partido no poder.

É preciso lutar por mais justiça social, por uma reforma tributária que elimine as distorções existentes hoje, uma administração transparente e leis que punam a corrupção com rigor. Chega de impunidade. Talvez assim, em um futuro próximo, não faça tanta diferença onde nossas brasileirinhas venham a nascer, e as Marias Luízas possam chegar em paz.

Para Beatriz Ramos pensar não dói... Mas quando lembra do sistema de saúde do Brasil....





Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Cenas da Vida Real
Beatriz Ramos
Jornalista & Cronista
Brasília - DF
Arquivos da Sala de Protheus



Obs.:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São d Inteira responsabilidade de seus autores.

O Editor!

domingo, 13 de agosto de 2017

"Escrever Sem Ler..... Prof. Nelson!


#SOSEducacao:


Escrever Sem Ler….
- Modismo Educacional Brasileiro! -

                                 


“... Na educação de todo homem existe uma hora
em que ele chega à convicção de que a inveja é
ignorância; de que a imitação é suicídio; de que
ele precisa considerar a si mesmo, tanto por
bem como por mal, de acordo
com o seu destino...!”

Ralph Waldo Emerson


Nas palavras do mestre, Professor Nelson Valente, uma síntese do nosso #SOSEducacão e grande luta pela leitura no Brasil.
As reflexões sobre o desapreço pela matéria escrita, persistente em nossa cultura, a começar pelas escolas, que distanciam os jovens dos livros.
Soma-se a tal situação o império das mensagens visuais nos veículos de comunicação de massa, o que tem aprofundado o distanciamento das pessoas dos meios escritos de expressão.
Na verdade, nenhum povo logrou passar a estádios avançados da civilização sem que esse processo tenha sido intermediado pelo livro. Povo sem literatura condena-se ao atraso e a tornar-se vítima dos mais avançados.
Enquanto em algumas sociedades do mundo ocidental a criança se familiariza com a presença do livro desde o berço, entre nós pode-se vislumbrar uma situação inversa: o livro ingressa nos lares através da criança em processo de escolaridade.

                                     
Desse modo, um programa intensivo de valorização da obra literária nas escolas resultará em benefício de toda a família na medida em que os pais sejam envolvidos no primeiro aprendizado da criança ou do adolescente. 
Criar o hábito (ou gosto) pela leitura é um primeiro passo que depende basicamente de pais e professores.
O bom professor, que estimula o gosto de ler, promove a leitura acompanhada, dialogada, comentada, leitura a dois etc., para identificar com os alunos a existência de uma obra de arte literária.
Se utilizar vocabulário inacessível ou textos em desacordo com o aluno, o resultado será tangencial, não atingirá a meta. Se utilizar vocabulário do mesmo nível dos alunos ou textos que já poderiam ter lido, estará perdendo oportunidade de disponibilizar-lhes outras possibilidades.
O equilíbrio necessário é um dos grandes desafios do professor, que têm turmas numerosas compostas por indivíduos diferenciados.
                                     

Assim, a criança se prepara para o salto civilizador: deixa de ser apenas um ser biológico e se define como ser social. A leitura abre-lhe o campo de aprimoramento do raciocínio, dando-lhe uma sequencialidade lógica de que outros veículos de comunicação não dispõem.

Para o nobre mestre Nelson Valente....Pensar não dói... Já não ler.....




Entendimentos & Compreensões
Nelson Valente – Blumenau – SC
Professor universitário- Jornalista e escritor.
Publicado originalmente em 
http://www.diariodopoder.com.br/artigo.php?i=56960846732
Arquivos da Sala de Protheus.



Obs.:
Todas as obras publicadas na Sala de Protheus
São de inteira responsabilidade de seus autores.

O Editor!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

JANELAS DO BRASIL XVIII

#Cidadania:

Brasil Honesto...!

                          

"... A formosura da alma campeia e 
denuncia-se na inteligência, na 
honestidade, no recto procedimento,
na liberalidade e na boa educação...!"


Miguel de Cervantes


O Brasil tem salvação?
Claro que sim. E a mestra paulista Marisa Cruz mostra mais um exemplo.
Depois do sucesso de visualizações da edição de
 13, mostrando o exemplo de Costa Rica/MS, Marisa não sossegou, não se conformou que só uma cidade no Brasil fosse exemplo de algo.
E sua busca trouxe resultados. Mais uma cidade do bravo Mato Grosso, desta vez Tangará da Serra, traz um exemplo do BRASIL BONITO, Do Brasil que ainda tem HONESTIDADE!
Ah, palavra tão rara em nossos dias...

Ouça Marisa e se emocione com mais esse exemplo

Parabéns Mato-grossenses, dos dois Mato Grosso, VOCÊS SÃO 

EXEMPLO PARA O BRASIL.

Pensar não dói... Já ser honesto....




Entendimentos & Compreensões
Janelas do Brasil de Marisa Cruz
São Paulo – SP –
Fonte: 
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/08/tangara-da-serra-cidade-do-mato-grosso-da-exemplo-de-honestidade.html 
Arquivos exclusivos da Sala de Protheus



Obs.:
Todas as Publicações e Opiniões na
Sala de Protheus são de inteira
RESPONSABILIDADE de seus autores!

O Editor!

domingo, 30 de julho de 2017

JANELAS DO BRASIL XVII

#PensarNaoDoi:

O Brasil Real...Você Conhece?

                          


É a pergunta da paulista e paulistana Marisa Cruz, a “voz rouca que incomoda os Imorais e manipuladores”, na imprensa e nas redes sociais.
É a isso que Marisa Cruz se refere em sua mensagem:


Antes de cobrar... Você pratica o que você cobra?
Esta é a grande pergunta da guerreira...

Afinal, pensar não dói...

Ouça e pode pensar Brasil......





Entendimentos & Compreensões

Janelas do Brasil - Voz e Criação 
de Marisa Cruz - São Paulo – SP –
Arquivos exclusivos da Sala de Protheus



Obs.:
Todas as Publicações e Opiniões na
Sala de Protheus são de inteira
RESPONSABILIDADE de seus autores!

O Editor!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

" O Sentido da Vida...!"

 #PensarNaoDoi


O Sentido da Vida!
                                       

“... O sentido da vida constitui um questionamento 
 filosófico acerca do propósito e significado da 
existência humana. Ela demarca então a 
interpretação do relacionamento entre
o ser humano e seu mundo...!"

P. Tiedemann.


Duvido que um médico possa responder a essa questão em termos genéricos. Isso porque o sentido da vida difere de pessoa para pessoa, de um dia para outro, de uma hora para outra.
É assim que Viktor E. Frankl, psiquiatra e fundador da Logoterapia, muitas vezes chamada de “terceira escola vienense de psicoterapia”. As duas primeiras são a da Psicanálise de Freud e a da Psicologia Individual de Adler.

Este Psiquiatra, PhD da Universidade de Viena e Professor na Universidade Internacional da Califórnia, a famosa UCLA, morreu em 97 e deixou um legado,digamos, diferençado de Freud.

De quebra podemos afirmar que o que Freud conheceu do Nazismo Alemão foi somente teórico... Já Frankl viveu nos campos de extermínio Nazistas.
Mas oque tem uma coisa a ver com a outra?
Simples. 

                                
                       Da teoria constatada a partir de pequenas experiências em laboratórios e seu famoso divã, Freud não conheceu o mundo além disso. Já Viktor não somente viveu, conheceu de perto e ainda foi conferencista e professor convidado em mais de 200 universidades de todo o mundo.
Por isso quando ele se refere ao sentido da vida, o faz em toda a sua profundidade. De quem já sentiu e aprendeu na própria pele... Ou na alma.

Mas o que importa não é o sentido da vida, costumava afirmar Frankl:

Mas, antes o sentido específico da vida de uma pessoa em dado momento. Formular essa questão em termos gerais seria comparável a peguntar a um campeão de xadrez:
“ Diga-me, mestre, qual o melhor lance do mundo?!"
Simplesmente não existe algo como o melhor lance ou um bom lance à parte de uma situação específica num jogo e da personalidade peculiar do adversário. O mesmo é valido para a existência humana. Não se deveria procurar um sentido abstrato da vida. Cada qual tem sua própria vocação ou missão específica na vida; cada um precisa executar uma tarefa concreta, que está a exigir realização. Nisso a pessoa não pode ser substituída, nem pode sua vida ser repetida. Assim, a tarefa de cada um é tão singular como a sua oportunidade específica de levá-la acabo.

                             
Uma vez que cada situação na vida constitui um desafio para a pessoa e lhe apresenta um problema para resolver, pode-se, a rigor, inverter a questão pelo sentido da vida. Em última análise, a pessoa não deveria perguntar qual o sentida da sua vida, mas antes deve reconhecer que é ela que está sendo indagada. Em suma, cada pessoa é questionada pela vida; e ela somente pode responder à vida respondendo por sua própria vida; à vida ela somente pode responder sendo responsável. Assim, quando começou-se afalar em logoterapia (psicoterapia fundamentada na busca de sentido.) iniciou-se, ao mesmo tempo a ver na responsabilidade e essência propriamente dita da existência humana.
Sobe a essência Viktor deixou dito:
“ Viva como se já estivesse vivendo pela segunda vez, e como se na primeira vez você tivesse agido tão errado como está prestes a agir agora...!”
Parece que nada estimula tanto o senso de responsabilidade de uma pessoa como essa máxima.
E você tem vivido segundo o seu sentido de vida?
Pensar não dói... Já descobrir os próprios sentidos....





Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Das observações de:
Em Busca de Sentido
Viktor E. Fran
Editora Vozes – 40 Edição – 2016
Rio de Janeiro – RJ.
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES –
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=29055
Arquivos da Sala de Protheus

domingo, 23 de julho de 2017

"..Poema Sem Título...!"


"Sem título...!"

                               

Poema sem titulo
Sem métrica
Ou ritmo
Poema que explode
Ou escorre
Devagarinho!

Explode espantos,
Medos,
Indignações,
Pasmo diante
Do humano
Onde habita a maldade?

Escorre devagarinho
Silencioso,
Solitário,
Filete de vida.
Um desaforo a maldade.
De onde vem?
Para onde vai?
O que lucra?
O fazer mal?

Orgulho,
Desprezo,
Assassinato em vida.
Qual o preço que se paga
Dessa herança maldita.
Se tudo um dia volta
Pelas leis divinas
O bem que se faz
Em esperança florida
Que morte traz o mal
Para a alma encardida?
Da língua calunia,
Da agressão destruidora,
Da armadilha fatal,
Da mentira venal.
Que fim haverá
Quem assim pratica
O mal pela vida?
Que semeadura
Que caberá
Tão dura?

Ah, loucos desvairados
Que ao mal se jogam
Apressados
Não sabeis que morreis
E matais os que da tua
Entranha saíram?
E os que te pariram?

Que um dia olhos baços
Verás te atormentar
O mal
Dito,
Feito,
Lançado?

Miseráveis sois pela terra
Miseráveis sois pela vida
Miseráveis sois pós ela
Como chaga apodrecida
Levarás além tumulo

Tua maldade cometida
Que já te apodrece
A alma em vida!
Esse verso sem titulo
És para ti

Quisera que acordes
Depressa busque o Bem
Que ele te de alivio
Transforme
E boa sorte.

Te dê vida
Nessa morte que carregas
Onde todos já podem ver
O odor necrosante que exalas
Da tua morte em vida.
Essa tua vida pequena
E corroída!






Entendimentos & Compreensões
Das percepções de 
Candida Maria Ferreira da Silva
Assistente social, teóloga, especialista em Infância
e Violência doméstica pela UFF, palestrante.
Rio de Janeiro - RJ
Contato: 
candida215@hotmail com
Pagina no facebook: 
https://www.facebook.com/abusoemocionalstop/
Twitter:
https://twitter.com/silvacandida201
Instragram: https://www.instagram.com/abusoemocionalstop/?hl=pt-br




Obs.:
Todas as publicações, na Sala de Protheus,
são de inteira responsabilidade de seus autores,

O Editor!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

" Desafios...!"

 #PensarNaoDoi

Desafios...

                                      

“... Não é o desafio que define quem somos
nem o que somos capazes de ser, mas como
enfrentamos esse desafio: podemos incendiar
as ruínas ou construir, através delas e passo
a passo um caminho que nos leve à liberdade...!”

Richard Bach

Primeiro era o ruído. Um berro nos nossos ouvidos, estrondo, rugir, água forte rolando. A expectativa vinha lenta, esgarçada nos tons suaves da tarde, infiltrando-se em nossos olhos quase que misericordiosos. Era vagarosa a expectativa, certa criança rolando em manhã de maio, fruta exalando cheiro de muito longe.
Depois o ruído crescia. Vinha se despejando forte, batia estúpido na nossa cabeça, doía, tentava. Crescia a angústia, o desejo, o medo, a visão clara do proibido anseio. E era aquele desejo longo, envolvente como abraço, macios dedos estendidos para nossos rostos indóceis, para nossos músculos tensos, para a nossa esperança crescente e incrédula.
                              

Mais tarde, ainda, as pequenas flores das margens, jogadas com força contra os barrancos, e aquela sensação de angústia, a solidão das flores, o seu desamparo que era o nosso desamparo, sua fragilidade que era a nossa. Galhos, seguravam-se em nossos cabelos, ficava o mistério do medo, o mistério do escuro,
E nós tateávamos o escuro, o medo, as pedras sob nossos pés, as cores irisadas, as formas, as pernas recebendo aos poucos o impacto da água gelada, os olhos engolfando-se no todo incrível do mundo novo, da aventura, da descoberta.

                                    
Agora já era esse todo, flores e pedras, barro e limo, água rolando rápida e à nossa frente, indescritível, imensa, grande borboleta de asas abertas para nossos pequenos sonhos, a cachoeira com seus braços cheios de água despejando-se do alto. Nós parávamos e ficávamos mudos. A espera já tinha se derramado por nossos ombros, estirado por nossos olhos, e nós queríamos tocar a água, sentir o frio escorrer por nossos rostos, nosso cabelo empapado, visão de poder e da maturidade sendo criada no desafio à natureza.
E nós desafiávamos água funda e mães, estrépito e adultos, com o mesmo despudor, cabeça levantada alto, riso torto na boca. Nos desafiávamos o mundo sob a cachoeira. Nós podíamos mais. O mundo estava ali, resumido no ruído, nas flores, nas pedras, na água, e era nosso. Contra todos, contra tudo que havia sido dito, escrito, recomendado. Era nosso.
                                       
Um mundo feito de sensações, de cores, de formas, de insetos, de flores, de reflexos, de sombras se criando e se desfazendo,
Perfeito e inalcançado, tão distante e tão próximo, desafio mudo a todas as nossas expectativas. Como hoje. Quanto eu me embrenho fundo no escuro e também faço o meu desafio, e também lanço o meu grito, meu gesto de desapego ao certo e ao fácil. Quando eu me lanço nessa cachoeira, expectante efluída, e esqueço que nunca soube nadar....

Pensar não dói..., Mas, desafios esperam-nos... 

Serenos e calmos...





Entendimentos & Compreensões
Leituras & Pensamentos da Madrugada
Transpirado de Crônicas Ontológicas/RS-1980
Maria Clara Pinho
Publicado originalmente em 
https://www.revistadoutrina.com
E no Grupo Kasal – Konvenios – Vitório – ES – 
http://www.konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117
Arquivos da Sala de Protheus

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Janelas edo Brasil - XVI -

#AcordaBrasil:


" Somos Acomodados...?"

                          

...Somos realmente um povo bom de bola. 
Sabemos tudo sobre futebol... 
Mas cá entre nós;
vamos ser ruins de voto, assim, lá no inferno!


Demétrio Sena - Magé - RJ - 


"A voz rouca que incomoda os imorais e manipuladores", traz um exemplo para o Brasil da mesma época:
Em 1970 o Brasil descia a ladeira na Educação... 
A Finlândia começava sua subida fantástica.

Marisa traz, de sua ultima viagem, dois exemplos do que a FALTA DE EDUCAÇÃO fez com o Brasilês...

Pensar e escutar Marisa Cruz... Não dói!
Por um NOVO BRASIL!



Entendimentos & Compreensões
Janelas do Brasil -
Criação e voz de Marisa Cruz
São Paulo - SP -
 Arquivos exclusivos da Sala de Protheus.


Obs:. 
TODAS as Publicações e Opiniões na
Sala de Protheus são de inteira
RESPONSABILIDADE de seus autores!

O Editor!

domingo, 9 de julho de 2017

" A Destruição da Alma Brasileira!"

 #Cidadania:


A Destruição da Alma Brasileira!
                                                     
“....A alma mais forte e mais bem constituída
é aquela que os sucessos não orgulham e
que não se abate com os revezes...!”

Plutarco


O brasileiro está se tornando mestre na arte da dissimulação. 
Nada é o que parece, como o cônjuge traidor flagrado em ato sexual com a amante: “Posso explicar, não é o que você está pensando”, tenta, assim, enganar a esposa traída.

A moça cai na balada, sem hora para voltar, engravida de um desconhecido e justifica que não sabia onde estava com a cabeça.
“Não sei o que deu em mim”, lamenta. E eu vou lá saber?
O sujeito acabou de assassinar o rival, é preso em flagrante e diz ao delegado:

“Doutor, se eu não tivesse feito o que fiz, não sei do que seria capaz!”.
O marido espanca a mulher todos os dias, ou de vez em quando, tanto faz, e culpa a carestia ou a bebida por seus atos:

“A vida está difícil, tudo subindo”, explica, ou diz que bebeu demais por causa dos problemas e perdeu a cabeça, mas quem perdeu a cabeça, ou uma parte dela, foi a vítima.

                               

O corrupto desvia a merenda escolar, a comida dos presos, os remédios dos hospitais, os recursos do saneamento básico, a tornozeleira eletrônica, o Bolsa-Família, o dinheiro das obras e da segurança pública, mas diz que caiu em tentação e pede a Deus para livrá-lo de todo mal, amém!
Agora, flagrados com o papelão na linguiça e as difusoras de porco na carne, têm a ousadia de dizer que a Polícia Federal está a serviço dos Estados Unidos.

“Não é o que você está pensando”, diz, enganando o povo brasileiro, como faz o cônjuge flagrado em meio à fornicação, só que com a cabeça do porco na mão pensando que é um microfone.
                                                 
A necessidade ininterrupta de mentir e de evitar a verdade, mostra Theodore Dalrymple, retira de todos aquilo que Custine (marquês de Custine, francês que escreveu La Russie em 1839, publicado em 1843) chamou de “os dois maiores dons de Deus – a alma e o verbo que comunica”, tornando as pessoas “hipócritas, maliciosas, desconfiadas, cínicas, silenciosas, cruéis e indiferentes ao destino de outros como resultado da destruição de suas próprias almas”.

E você?
Qual sua “des...Cupa”?
Para Miguel... Pensar não dói...

Amar o Brasil.... Menos ainda!




Entendimentos & Compreensões
Miguel Lucena – 
Escritor, Jornalista
E Delegado de Polícia – 
Brasília – DF –
No Twitter - @poetamiguezim 
Arquivos da Sala de Protheus

Obs.:
Todas as publicações da Sala de Protheus
são de inteira responsabilidade de seus autores"
O Editor!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

" Religião & Espiritualidade!"

 #PensarNaoDoi:


Religião & Espiritualidade!
                                 

“Religião inventa...
A espiritualidade descobre”

Aprendemos, já na escola que religião não se discute. 
Bem, isso foi, literalmente, no século passado.
Hoje e cada vez mais descobrimos e percebemos que religião precisa ser discutida à luz da razão.
Já a espiritualidade é tua fé... A tua crença... A tua visão do todo. E esta não se discute de forma alguma. Por respeito ao outro e sua própria evolução.
Para ilustrar essa visão busquei uma opinião, que mesmo no início do século passado já era inovadora e evoluida. Do grande teólogo Chardin.
Deixou-nos dito poética e quase cientificamente:
                               

"A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.
                                      

"Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual...
Somos seres espirituais passando por uma experiência humana..."


Pensar e discutir religião.... Não dói!
Mas preciso haver muita fé para isso.
A propósito:
Não tenho rótulos... Tenho conteúdo!




Entendimentos & Compreensões
Autor original do texto citado:
Pierre Teilhard de Chardin 
Orcines, França.
Padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês 
Arquivos da Sala de Protheus

sábado, 1 de julho de 2017

"Uma Mentira Literária!"

 #SOSEducacao:

Uma Mentira Literária!

                                              

“... A verdadeira mentira é, pois, com todo
rigor e justeza da expressão, a ignorância
que afeta a alma do que foi enganado...!”

Sócrates

Um trecho da biografia de Clarice Lispector, escrito por Benjamin Moser, em que relata assédio abusivo do ex-presidente Jânio Quadros sobre a famosa escritora, em 1962, numa residência do Rio de Janeiro, foi classificado como “irresponsabilidade literária” e “infelicidade absoluta” pelo professor universitário, jornalista e escritor Nelson Valente, o maior conhecedor da vida do ex-presidente e político Jânio Quadros, sobre quem escreveu 28 livros.
Na página 361, Moser diz que Jânio, após proferir “interminável discurso na encantadora casa da Sra. Barbosa, convidou Clarice a quarto privado, onde se pôs a apalpá-la com tanto ardor que, na luta para afastá-lo, ela rasgou o vestido. Ofegante, Clarice saiu correndo do quarto e disse a Maria Bonomi que precisavam ir embora imediatamente, jogando o xale da amiga nos ombros, para cobrir o vestido rasgado. No caminho para a casa de Maria, uma ofensa final aguardava a aturdida laureada. Dentro de um envelope do prêmio, a recompensa em dinheiro: um total de vinte cruzeiros – por um livro que custava 980”. Em 1962, Jânio Quadros não era mais Presidente da República, mas Jango.
                                                    
Valente esclarece, provando com a agenda presidencial que me apresentou, que Jânio foi ao Rio somente em julho de 1961, para cerimônia no Museu de Arte Moderna com o presidente argentino Arturo Frondizi Ercoli, chegou atrasado e saiu atrasado, sempre acompanhado de Dona Eloá. Ele não esteve na residência de ninguém e retornou imediatamente a São Paulo, porque não suportava a companhia do então governador do Rio, Carlos Lacerda.
O trecho do livro seria uma cópia de outra história forjada em 1955, o famoso “Caso Diva”, quando Jânio era governador de São Paulo, narrada a seguir pela própria Diva, que em seguida se retrataria:
“No dia 3 de setembro de 1955, por volta das 15h, fui procurar o sr. governador. Após ser introduzida em seu gabinete, para pleitear a readmissão no Departamento de Saúde, fui informada que minha pretensão seria atendida. Nessa oportunidade, notei que o sr. Jânio Quadros, pela maneira de fitar-me, não alimentava boas intenções. Ao mesmo tempo o sr. Jânio Quadros, visivelmente transtornado, se aproximava de mim, abraçando-me, rasgando minha roupa e estava muito ofegante! Diante de minha recusa, o sr. Jânio Quadros, desapontado, conduziu-me a sua mesa, onde teve esta expressão:
- Foi melhor Diva.... Foi melhor você ter-me resistido.
                                         

Nunca mais fui readmitida em seu Gabinete para que pudesse defender os meus direitos”.
Jânio Quadros, segundo Valente, reiteradas vezes perguntava:
- A quem aproveita esse crime?
Diva, após um longo tempo, trazia consigo uma pasta de papéis e passou a lê-los. Era uma retratação por inteira, escrita, assinada, com testemunhas.
Ela dizia que o indivíduo Arnaldo Alves Ferreira a incentiva a ofender a reputação de Jânio. Diva declarou estar arrependida do que havia feito.
“Assim terminava a mais horrível campanha já presenciada pelo povo paulista, em toda a vida política do Estado”, destaca Nelson Valente.
O professor arremata que Jânio foi muito perseguido porque, ao assumir a Presidência do Brasil, começou a instaurar investigações para acabar esquemas que haviam sido montados por Juscelino Kubistchek na Petrobrás, Companhia Siderúrgica Nacional e companhias estatais, com desfechos que seriam semelhantes aos alcançados hoje pela Operação Lava-jato. Por coincidência, a Odebrecht já operava na Petrobras, onde começou a ganhar rios de dinheiro em 1954, um ano após a fundação da estatal, com o contrato para a construção do oleoduto Catu-Candeias, de cerca de 80 km, e que levava o óleo extraído do campo de Catu para a refinaria de Mataripe.
                                        
Essa parceria será fundamental para a expansão e consolidação em nível nacional da empresa. De fato, com o sucesso da obra, forma-se uma espécie de parceria entre a Petrobrás e Odebrecht, que já dura quase 63 anos, incluindo obras como construção e montagem de refinarias, plataformas marítimas, estações de tratamento de águas, laboratórios, instalações de apoio, pontes, canais, barragens, armazéns, casa de força, dragagens, residências, clubes, estradas, edificações, portos e a perfuração de 140 poços no mar.
Eis a história do Brasil que não conhece o Brasil...




Entendimentos & Compreensões
Miguel Lucena –   Escritor, Jornalista
E Delegado de Polícia - Brasília- DF – 
Miguel, faz referência ao novo Lançamento 
do professor e escritor Nelson Valente
Sobre a Biografia de Jânio Quadros. 
Já lançado no Brasil.
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES – 
http://www.konvenios.com.br/info/Artigos.aspx?codAutor=117
Arquivos da Sala de Protheus

quarta-feira, 28 de junho de 2017

"A Precária Formação Docente!"


#SOSEducacao:

A Precária Formação Docente!
                                   

“... Já tive muitos professores que não
eram professores, afinal só se é
professor quando se ensina...!”

Arthur Leite


Os países com melhores resultados na educação, como é o caso da Finlândia, Cingapura e Coreia, conseguem atrair os melhores profissionais para a carreira docente. 
O Brasil está longe dessa meta.
Sou do tempo em que o professor colocava no quadro-negro a giz os seus conhecimentos, para facilitar o trabalho de cópia dos seus alunos. Quanto tempo perdido!
 Hoje, há como que uma linguagem teatral, nessa relação, o que anima o interesse pela aprendizagem. Existe a disseminação do que chamamos de “artistas-docentes” ou até há pouco “animadores culturais”.
Os cursos de Pedagogia permanecem os mesmos, com currículos esclerosados, enquanto o mundo desenvolvido se abre para as potencialidades do que se chama inovação.
                                            
A questão precária formação docente se reflete diretamente na má qualidade do ensino. E isso não se resolve somente com o (justo) aumento de salários. Apesar de não termos respostas adequadas, enquanto não há mudança nos cursos de formação de professores e no currículo, é preciso fazer algo pelas crianças que estão em sala de aula hoje.
O problema de aprendizagem é muito mais complexo do que oferecer apostilas padronizadas. Esse equívoco é agravado pelo fato de que, por aqui, orientações pouco claras sobre o que e como ensinar e acabam caindo nas mãos de professores muitas vezes malformados. É preciso ensinar o professor a caminhar sozinho. Se não tiver uma atualização permanente (e haja tempo para isso), o professor perderá a batalha da eficiência. Precisamos acordar para a realização de uma ampla reforma, dosada de inteligência pela experiência da inovação.
                                   

O que parece estar evidente, na sociedade brasileira, é o cansaço do atual modelo de educação e na formação de professores. 
Em quantidade e qualidade não responde aos nossos anseios. 
Até quando?
Pensar não dói.... Já a arte de ensinar é para poucos.

Muito poucos...




Entendimentos & Compreensões
Convidado da Sala de Protheus
Das pesquisas e do Pensamento do
Professor, Escritor e Jornalista 
Nelson Valente –
Blumenau –SC – 
Publicado originalmente no Grupo Kasal
Konvenios – Vitória – ES – 
http://www.konvenios.com.br/info/verArtigo.aspx?a-id=28935
Arquivos da Sala de Protheus


domingo, 25 de junho de 2017

" Livra-me Senhor!"

#Sentimentos:
“ Livra-me Senhor! ”
                                

"Você tem que estar preparado 

para se queimar em sua própria 
chama: como se renovar sem 
primeiro se tornar cinzas?"



Nietzsche - Assim falou Zaratrustra –

Esse é um Salmo de Davi. É um Salmo de Libertação.
Tomei a liberdade de transformá-lo poeticamente na minha oração. Seja qual for sua religião ou mesmo que não a tenha se nesse momento precisa de "Libertação" de muitas que são as nossas prisões existenciais e até concretas nas lutas diárias da vida, que esse poema seja sua oração Aquele que ouve todas as orações.
 

Te clamo ó Senhor
Minha voz é um grito
E suplico
Diante de Ti esmagada
estou
Diante de Ti derramo
o cálice da minha aflição
Dentro de mim
já desmoronou meu espírito
nada sobrou
Então Tu me contemplas
No meu caminho
ocultaram um laço
de maldade, de destruição
de inveja, de mentiras
agressões.
Fui enlaçada e caída estou
olho ao meu redor e estou só
Não há refúgio
E quem se importa? Quem me vê?
Então clamo a Ti
Ouve meu fio de voz
Tu és minha esperança
O Refúgio
Meu tesouro na vida.
Ouve-me Senhor
os destruidores são mais fortes que eu
Livra-me da prisão que me encerram
Então te Louvarei
Na presença dos anjos e dos homens
E os teus filhos estarão comigo
Porque Tua Bondade de visitou
E Tu me ouvindo
Me acolheu e me fez Bem.


Pensar não dói.... Já nossos sentimentos...
Gratidão Candida com Bênçãos em teu coração...





Entendimentos & Compreensões
Das percepções de 
Candida Maria Ferreira da Silva
Inspirada no Salmo 142
Assistente social, teóloga, 
especialista em Infância e 
Violência doméstica pela UFF, 
palestrante. Rio de Janeiro - RJ
Contatos: 
candida215@hotmail com
Pagina no facebook: 
https://www.facebook.com/abusoemocionalstop/
Twitter:
https://twitter.com/silvacandida201
Instragram: https://www.instagram.com/abusoemocionalstop/?hl=pt-br



Obs.:
Todas as publicações, na Sala de Protheus,
são de inteira responsabilidade de seus autores,
O Editor!